Confusão! Confusão! Eis me aqui novamente.
E justo eu que me acho tão clara e direta. Farsa, sou uma farsa!
Tento me explicar, tento me entender, mas as vezes a única coisa que consigo são novas perguntas sem respostas.
Filósofa da vida... filósofa da minha vida.
Prepotência de minha parte me chamar assim? Creio que não, afinal, o que mais são os filósofos, senão pessoas cheias de idéias sobre a vida e sobre sí mesmos?
Observadores de sí, da vida e do tempo. Jogam seus pensamentos aos quatro ventos esperando serem ouvidos, entendidos. Desistem quando não os são? Não! Continuam a observar a beleza do que os cercam, a simplicidade e complexidade da vida, o concreto e o lúdico. Incoerentes, dúbios, contraditórios. Falam do amor e do ódio, da alegria e da dor, do ciúme e da liberdade, da vida e da morte.
Somos assim.
Essa sou eu.
E quem não é que me desculpe, mas acabo de colocar sua sinceridade em cheque. Aprendi desde criança que a constância é inconstante.
O que você me diz sobre sol e chuva? Sobre as noites e dias, o frio e o calor? Tudo com sua função e necessidade. Se a natureza se contradiz a todo momento por pura sobrevivência, por que não eu?
Falo de coisas belas, aliás, é o que mais observo na vida. Sou otimista por natureza, enxergo o copo metade cheio, acredito em pessoas, vivo o amor, sonho com final feliz. Mas me reservo ao direito de esporadicamente encarar meus medos, minha ira e frustração.
Vou fundo, absorvo, encaro. Fico tempo suficiente nesse obscuro para exorcizar meus fantasmas, mas não menos que o tempo necessário para que as dores e frustrações se transformem em força e coragem.
Ressurjo! Volto em todo o meu esplendor e graça.
Sou fruto de todas as experiências que vivi. Boas e ruins, e estou em constante mutação. Amanhã posso ser melhor... ou não. Sou contraditória, lembra?
bbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb by Dany
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