domingo, 2 de maio de 2010

Instante


 



 

"Às vezes, podemos passar anos

sem viver em absoluto, e de repente

toda a nossa vida se concentra

num só instante."

(Oscar Wilde)


 

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Flor da Pele


BBBBBBBBBBBFlor da Pele
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBB(Zeca Baleiro)

BAndo tão à flor da pele
BBQualquer beijo de novela
BBBMe faz chorar
BBBBAndo tão à flor da pele
BBBBBQue teu olhar "flor na janela"
BBBBBBMe faz morrer
BBBBBBBAndo tão à flor da pele
BBBBBBBBMeu desejo se confunde
BBBBBBBBBCom a vontade de não ser
BBBBBBBBBBAndo tão à flor da pele
BBBBBBBBBBBQue a minha pele
BBBBBBBBBBBBTem o fogo
BBBBBBBBBBBBBDo juízo final

BBBBBBBBBBBBBBBarco sem porto
BBBBBBBBBBBBBBBSem rumo, sem vela
BBBBBBBBBBBBBBBBCavalo sem sela
BBBBBBBBBBBBBBBBBBicho solto
BBBBBBBBBBBBBBBBBBUm cão sem dono
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBUm menino, um bandido
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBÀs vezes me preservo
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBNoutras, suicido!

BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBOh, sim!
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBEu estou tão cansado
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBMas não prá dizer
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBQue não acredito
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBMais em você
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBEu não preciso
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBDe muito dinheiro
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBGraças a Deus!
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBMas vou tomar
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBAquele velho navio
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBAquele velho navio!
B
B

terça-feira, 20 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Perder-se


 


Saudades do tempo que eu não usava GPS, e quando me perdia, caminhava observando a paisagem, tentando voltar do ponto onde me perdi, perguntando para os que eu encontrava pelo caminho...

Me lembro agora o quanto eu ficava atenta as explicações, tentando guardar cada pedacinho do que falavam, porque não queria me perder novamente, e assim continuava. Algumas vezes, encontrava um atalho, lugar ermo, mas a intuição e senso de direção me apontavam pra onde ir... e eu seguia meus instintos, e mesmo perdida, fazia o meu próprio caminho.

E assim mais uma vez eu vou seguir, sem GPS e mapa, mas seguindo meu coração, fazendo de cada parada um aprendizado, sem perder a beleza da paisagem; desviando do trânsito sem deviar o olhar do meu destino final... a felicidade.

E Clarice, sempre Clarice!

by Dany


 

Deixe-me ir, preciso andar

Vou por aí a procurar

Rir pra não chorar

Quero assistir ao sol nascer

Ver as águas dos rios correr

Ouvir os pássaros cantar

Eu quero nascer, quero viver!

Deixe-me ir, preciso andar

Vou por aí a procurar

Rir pra não chorar

Se alguém por mim perguntar

Diga que eu só vou voltar

Quando eu me encontrar

Depois que eu me encontrar

Quando eu me encontrar.

(Preciso Me Encontrar - Cartola)


 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Fundamental!


 

" … – Hoje em dia acho que uma das qualidades fundamentais para se viver a dois é a generosidade.

Ela tivera sua dose de histórias que terminaram sempre pelas mesmas razões. Se algumas pessoas deixam seus ideais de lado com a idade, com Lauren era o contrário. Quanto mais Madura ficava, mais idealista se tornava.

– Acho que para se cogitar em partilhar uma fatia da vida a dois não se pode pensar, nem deixar de pensar, que é possível entrar numa história que valha a pena sem estar realmente preparado pra dar. A felicidade precisa ser conquistada. Mas estamos divididos em dois tipos: os que gostam de dar e os que gostam de receber. Eu dou antes de receber, mas já risquei definitivamente os egoístas, os complicados, e aqueles que têm o coração avarento, que não dão a si mesmos os meios de satisfazerem os próprios desejos e as próprias esperanças.

Para terminar, ela reconheceu que há uma época em que é preciso aceitar as próprias verdades e identificar o que se espera da vida. Arthur achou esses propósitos veementes demais.

– É que por muito tempo fui atraída para o inverso dos meus sonhos, para o oposto do que poderia me satisfazer, é isso – ela respondeu"

(Marc Levy, trecho do livro E se fosse verdade…)


 

Ok, me define. Ponto!


 



 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Impressões


 



 

"O importante não é aquilo que fazem de nós,


mas o que nós mesmos fazemos


do que os outros fizeram de nós."


(Jean Paul Sartre")

Um dia após o outro, essa é a máxima da vida e não podemos fugir disso, na verdade, nem escolha temos. Ontem foi bom, hoje nem tanto e amanhã será melhor, simples assim, sem mistérios, sem nada que possamos fazer. Nos basta viver e fazer o melhor que podemos em cada dia.

Somos curiosos, queremos respostas, porques e por ques, precisamos saber o final e arrumamos justificativas para nos conformar com os fatos e nos esperançar, porque sem esperanças, um homem não vive, apenas vaga por essa vida. Engraçado que precisamos de definições e nomenclaturas pra tudo, esse é o ser humano; necessitamos saber o que somos, classe social, se o affair já virou namoro, se a paixão virou amor… Percebeu? Parece que as nomenclaturas nos definem.

Daniela, 33 anos, solteira, administradora, estrangeira e blá blá blá. Não sei quanto a você, mas ser rotulada não me agrada, sendo que nem eu mesma sei o que sou na verdade. Sei o que está aparente, latente, e isso, mesmo pra quem me conhece muito, ainda não é o suficiente, porque estou em constante mutação. Hoje, me vejo de uma maneira que não via ontem, daqui um tempo, serei o que sou hoje com algumas doses a mais, e talvez o que pense hoje não faça nem mais sentido.

Escrever é uma forma de me entender e de me fazer entendida, quem conseguir ler as entrelinhas, conhece uma pessoa que as palavras não traduzem, por mais que eu tente, sempre falta ou sobra alguma coisa, mas esse é o segredo, porque quando sabemos tudo, já nao mais nos interessamos pelo assunto. Seria como ler um livro que você já sabe o final; ele não deixa de ser um ótimo livro, mas o interesse já não é mais o mesmo, tudo porque esperamos o grand finale, e se já o sabemos, porque querer saber os meios, se o fim justifica os meios? Então passamos para um novo livro, e eu não quero ser apenas um livro em sua estante.

Sou isso, nada mais que emoções, razões, impulso… não tenho meio termo, sou extremista; desculpe, mas eu sou. Se eu digo, eu faço; se eu não quero, não tem ninguém que me faça querer; e se me decido, não volto atrás. Portanto, não há necessidade de ficar me explicando, me justificando, porque se estou aqui é porque quero, e exijo ser acreditada.

Não entro em relacionamentos para perder, nem construo amizades por conveniência; os que me cercam podem ter a certeza que são amados e são indispensáveis em minha vida. Sou leal a estes e acima de tudo, sou leal a mim. Isso é um princípio moral pra mim, e até hoje, nunca fui contra os meus princípios. Já perdi coisas importantes por causa deles, mas deito e durmo com a certeza de que o que eu sou e o que eu acredito, continuam intactos.

Você pode me chamar de radical, burra, idealista… e daí? Não ligo, são apenas rótulos, e isso pouco me importa… até lata de tomates no mercado tem rótulo, e não importa o que diga a etiqueta pelo lado de fora, porque dentro sempre serão tomates enlatados.

Não queira me decifrar sem se aproximar, a distância pode ser segura, mas não te faz enxergar os detalhes, e de longe a visão é turva.

Você não precisa acreditar em mim, só não duvide de mim.

by Dany


 

"Se me esqueceres, só uma coisa,

esquece-me bem devagarinho."

(Mario Quintana)

sexta-feira, 2 de abril de 2010


 

"E eu ando a procurar-te e já te vejo!

E tu já me encontraste e não me vês!..."

(Florbela Espanca)


 

"Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar,

apesar de todas as conseqüências."

(Osho)


 

"Você se doou tanto quando eu não pedia,

e no momento em que pela primeira vez pedi,

você negou, você fugiu."

(Caio Fábio Abreu)


 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Lugares Proibidos.


Tão linda, tão delicada.

Tradução de um sentimento, expressão de um coração.

E quem diria que seria assim? Agora somos!



Lugares Proibidos

(Helena Elis)


Eu gosto do claro, quando é claro que você me ama

Eu gosto do escuro, no escuro com você na cama

Eu gosto do não, se você diz não viver sem mim

Eu gosto de tudo , tudo o que traz você aqui


Eu gosto do nada, nada que te leve para longe

Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo

Adoro a pressa, quando sinto sua pressa em vir me amar

Venero a saudade quando ela está pra terminar

Baby com você já-já.


Mande um buquê de rosas

Rosa ou salmão

Versos e beijos e o seu nome no cartão

Me leve café na cama amanhã

Eu finjo que eu não esperava


Gosto de fazer amor fora de hora

Lugares proibidos com você na estrada

Adoro surpresas sem datas

Chega mais cedo, amor

Eu finjo que eu não esperava

Eu gosto da falta, quando falta mais juízo em nós

E de telefone, se do outro lado é sua voz

Adoro a pressa, quando sinto sua pressa em vir me amar

Venero a saudade, quando ela está pra terminar

Baby, com você chegando já




bbbbbbbbbbbbbbbb
b
b

terça-feira, 23 de março de 2010

Enchanted!

 
 

"Amanheceu, é hora de voar..."

 
 

Bom, bom e bom! Muitos bons nesse texto, mas é tudo muito bom!

Hoje foi uma noite especial.

É tão bom poder falar do que é bom, do que nos acalenta a alma e alimenta o coração.

O que eu mais gosto da vida é a forma como ela se apresenta, sabe… sem roteiros, sem previsões – por mais que tentamos prevê-la e nos adiantar - mas não, ela é senhora de nós e quando digo vida, entenda criação, criador! Me surpreendo, me surpreendi.

Bom, muito bom se sentir ligado, completo e entregue, por mais que o frio na barriga insista, mas são apenas borboletas, e sou fã das borboletas. São belas, delicadas, coloridas e fortes, muito fortes quando em sua forma primitiva, no momento em que precisam romper o casúlo, e dali, saírem lindas e fascinantes criaturas.

Sincronia, reciprocidade, encanto, afins… É você não ter que falar quem é, simplesmente, porque te desvendaram em poucos minutos, e enxergaram o que tinha por trás do seu ar de mistério… seu personagem. E me descobri Rosa.

Desnuda e vulnerável, e agora? Ahhh, dany-se agora, só sei que é bom, bom demais.

E a Rosa, o Pequeno Príncipe e Billy Paul? São coadjuvantes e cúmplices dessa história.

Alguém quer comprar felicidade? Estou vendendo.

 
 


 
 

"Só se vê bem com o coração,

o essencial é invisível aos olhos."

(Antonie de Saint-Exupéry)


  

sexta-feira, 19 de março de 2010

Retomada! Porque o tempo não para.


 

Sem muitos porques e por ques. Apenas retomando de onde parei, poupando capítulos desnecessários e economizando nas justificativas.

Muitas coisas escritas e salvas em rascunho, muitas delas, nem terminadas, talvez nunca sejam. Quando criei esse blog, foi com o intuíto de reunir aqui as coisas que gosto, que me comovem de alguma maneira; meus escritos, pensamentos, desabafos. Escrevo desde que me conheço por gente, mas muitas coisas eu perdi, outras, joguei fora por medo ou vergonha de que alguém as encontrassem. Pena, muita pena disso, certeza que hoje me serviriam demais; que não fossem para me entender, mas como pontes… pontes para um momento, para uma vida.

Recordar é viver, e viver é a única coisa que importa.

Bom, vou começar a colocar os posts que estão no rascunho, provavelmente não façam sentido com o meu momento atual, mas quero que estejam aqui.


 

"Fazer vinte vezes,

        recomeçar a obra,

poli-la constantemente,

                    poli-la sem descanso."

(Nicolas Boileau)


 

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Wide Open

É, faz um longo tempo que não posto aqui. Aconteceram tantas coisas desde então; natal, ano-novo, meu aniversário, resoluções sérias de vida, família, perdas e ganhos; não sei nem por onde começar. Tenho coisas escritas, mas apenas salvas como rascunho, teria vergonha de publicá-las, de revelar personagens, pessoas e alguns sentimentos que descobri.

Salvo os rascunhos, porque acho válido ler, reler e procurar entender meus erros, meus acertos; me ajustar, ajustar às circunstâncias, ajustar meus "parafusos", ajustar meu coração com o que a vida me oferece no momento. Não é fácil, mas pelo menos tenho uma linha a seguir, um esboço e acho que até um plano.

São 1:15 da manhã, deveria estar na cama, estou com a maior gripe de todos os tempos, e uma baita ansiedade... cabeça a mil. Estou a espera dos meus pais que chegam essa semana. Quatro anos sem ver meu pai, dois sem ver minha mãe; me sinto um pouco solta no mundo e gosto disso, mas não gosto de me sentir sozinha, não mesmo. A solidão que me atrai, é aquela que eu escolho, que controlo. Um momento só meu, eu e meu carro, ou na minha casa, um final de semana que eu escolhi passar sozinha, mas não quero aquele que me sinto só e desemparada, onde não ouço minha mãe reclamando do meu pai, ou meus cachorros latindo...um amigo na porta buzinando pra eu sair rápido. Paro agora e percebo que esses são os sons que me acalmam, acho que são barulhos da vida, da minha vida. Estou tão próxima de ter isso tudo de volta, que a ansiedade me corroe.

Sairei de férias. Dez dias inteiros só para mim e minha família. Faremos coisas que nunca fizemos antes, vamos conhecer lugares que nunca estivemos, sensações novas, e isso é um presente pra mim, presente de aniversário - trinta e três anos completos e negados - acho que é a tal "síndrome de Peter Pan".

Deveria estar completa, me sentindo totalmente feliz, afinal, vou ver aqueles que amo, estarei em férias, também em reta final na conclusão dos meus objetivos aqui e logo estarei de volta a vida que tanto sinto falta. Mas não, não me sinto plena. Sinto falta de coisas que não posso mais ter , que não vejo solução, que não quero mais querer ter e muito menos sentir.

Me sinto fraca, uma adolescente idiota que não consegue controlar suas emoções, que não exerga um palmo diante do nariz e vive de ilusão. Não quero isso, nunca quis. Me decepciono, espero demais, acho que sou mais importante do que na verdade sou e assim caio, mas caio bonito. Tem dias que eu me levanto rápido, outros em que o tombo é um pouco maior, aí eu levo um pouquinho mais de tempo pra me levantar, mas sempre levanto. Saio mancando, mas falando para todos que está tudo bem, não gosto que vejam quando estou assim, de verdade.

Tenho tanto medo de parecer frustradam ou amargurada que nem toco no assunto com ninguém. Venho digerindo minhas frustrações sozinha, vibrado com minhas vitórias também no meu íntimo. Passei a ser superficial com os amigos, mas juro, é com boa intenção. É só um momento meu, demorando um pouquinho pra passar, mas que passará. Enquanto isso, venho aqui desabafar, aliviar a pressão e me explicar.

Me fechei, e não aprecio o que tenho sido. Não quero ser uma pessoa arredia, arisca. Quero voltar ao meu estágio de graça, aquele que encanta as pessoas ao meu redor, que transparece, que contagia. Eu era assim, e era na verdade, não apenas na aparência. Quero meus sentimentos equalizados com meus sorrisos, quero isso de dentro pra fora, quero meu eixo, meu equilíbrio. Não admito mais estar pela metade, não sei o por quê de tudo estar acontecendo dessa maneira, não sei se é a intensidade, o lugar, idade... não me importa mais a razão, só vou me preocupar com o resultado final, e esse eu já sei qual é.

Onde estão meus anos de experiência, minha maturidade e o calejar do tempo? Cadê os ensinamentos que a vida me deu? Por que sou tão coração assim, tão intensa e verdadeira com meus sentimentos? Seria mais fácil ser racional, calculista... uma engenheira. Mas não! Fui alimentada no amor, de poesia e sensibilidade... intensidade; e isso me faz viver coisas maravilhosas, me entregar, ter fortes emoções, valorizar pessoas, me entregar demais e sofrer bastante também. Mas posso dizer que vivo tudo em sua plenitude. Quando caio, dói, me arrebento toda, mas quando estou voando, ah, como é bom! Poder me entregar de braços abertos, sentir o vento no rosto, o frio na barriga e os sobressaltos da vida, sem nem mesmo me lembrar da última queda.

Viver, isso é viver!

Estou a espera dos meus "brand new year, brand new feelings and brand new things"