"Sei lá"... Belo título para um post, não acha?
Ok, admito, é horrível! Ainda mais quando pretende-se encontrar algumas respostas, e "sei lá" com certeza não é a melhor delas.
Mas o que fazer? É assim que me sinto; conflitante, cheia de pensamentos e ao mesmo tempo vazia... não entendendo, não querendo, não sabendo. Duro isso, apesar de já terem me dito que costumo usar "sei lá" para pontuar frases conclusivas, sem é claro, eu ter concluído nada.
Taí uma palavra que hoje pode me descrever: inconclusiva. Penso, procuro respostas, começo a desenvolver o raciocínio e nada - sem conclusões (espero pelo menos concluir este post). É como se eu entrasse no meio de uma ventania e tudo que fosse importante pra mim voasse de um lado para o outro, corro atrás de uma, agarro e logo solto porque tem outra que eu preciso correr atrás antes que ela se perca no vento. E nessa de coisa em coisa, pensamento em pensamento, reviro tudo e não arrumo nada, entende?
Odeio ficar assim, me fecho, me resguardo, fico na defensiva, confusa e confundindo quem está perto de mim... mudo até o meu jeito de escrever, se é que você ainda não percebeu.
Acho que preciso ficar só, preciso do meu carro na estrada e meu iPod, dirigir sem direção por horas, ouvir músicas que tragam bons momentos a minha memória e outras que me lembrem de momentos difíceis - mas superados - neles eu tenho a inspiração pra continuar. Adoro olhar para trás e ver os obstáculos que saltei, as provações que superei e até as coisas que não tiveram solução, afinal, o que não tem remédio, remediado está, não é mesmo?
Dito popular, e se tem uma coisa que eu acredito, é em dito popular. Você pode dizer que é um engano, que são apenas frases soltas sem comprovação alguma, e eu te respondo: meu amigo, você não acha que para uma pessoa que não sabe se dirige-se a norte ou sul, ditos populares soam praticamente como uma ciência exata????
Pérai!!!! Falei em ficar só? Olha aí a confusão novamente. Preciso de tempo para me entender, de espaço pra me ajeitar, mas não consigo ficar longe dos que amo. Como ficar só se não quero estar separada dos meus amores? Nessas horas eu gostaria muito de um pôr do sol na praia, eu e você, nenhuma palavra dita e a sensação da melhor conversa de todas, um abraço apertado, silêncio...
Tá, não sou sempre assim, juro! Sou até meio "famosinha" entre meus amigos como "a prática", conselheira, compreensiva... mas confesso que nos últimos dias isso está meio distante de mim e nem sei quanto tempo vou ficar assim, meio sei lá... só sei que não é a primeira e nem será a última, só preciso de paciência e correr na ventania pra não deixar nada importante escapar.
Sei que logo vai aparecer alguém dizendo: "são os hormônios" ou então "é TPM"... Olha, pode até ser, porque se existe uma coisa nessa vida que não me respeita, são os meus hormônios. Nunca foram regrados, desde a adolescencia. Aliás, já começaram a brincar comigo antes mesmo da menarca, que foi beeem tardia, e enquanto minhas amigas falavam das agruras de "ser mocinha", eu, beirando os 17 anos, ainda levava elástico na bolsa pra pular no intervalo da escola. Se esses tais hormônios não me respeitaram desde a minha puberdade, você acha que só porque virei balzaquiana eles expressariam algum amor por mim? Duvido!
Bom, hormônios ou não, cabecinha virada ou no lugar, dirigindo 200 milhas norte ou sul, o que importa é que sempre me encontro e gosto do que vejo depois dessa confusão. É como colocar a casa em ordem depois de uma festa, todos se foram, a bagunça está toda lá, cansa e dá trabalho, mas depois que terminamos a arrumação ficam as boas memórias, o cheiro de casa limpa, coisas no lugar e a sensação de dever cumprido.
Sei lá se isso é saudades de casa, sei lá se é falta de alguma coisa, sei lá se é excesso de trabalho, sei lá se é tédio, sei lá o que vou jantar hoje... sei lá... mas sei que tenho amor, sei que amanhã o sol nasce, sei que tem gente que depende de mim, sei que não posso parar, sei que pensar grande é importante e sei também que a vida está aí pra ser vivida com intensidade.
Sei lá, não sei... só sei , que sei! E terminei o post como comecei, assim meio sei lá, sabe?
Ps.: Concluí pelo menos o post.
Ok, admito, é horrível! Ainda mais quando pretende-se encontrar algumas respostas, e "sei lá" com certeza não é a melhor delas.
Mas o que fazer? É assim que me sinto; conflitante, cheia de pensamentos e ao mesmo tempo vazia... não entendendo, não querendo, não sabendo. Duro isso, apesar de já terem me dito que costumo usar "sei lá" para pontuar frases conclusivas, sem é claro, eu ter concluído nada.
Taí uma palavra que hoje pode me descrever: inconclusiva. Penso, procuro respostas, começo a desenvolver o raciocínio e nada - sem conclusões (espero pelo menos concluir este post). É como se eu entrasse no meio de uma ventania e tudo que fosse importante pra mim voasse de um lado para o outro, corro atrás de uma, agarro e logo solto porque tem outra que eu preciso correr atrás antes que ela se perca no vento. E nessa de coisa em coisa, pensamento em pensamento, reviro tudo e não arrumo nada, entende?
Odeio ficar assim, me fecho, me resguardo, fico na defensiva, confusa e confundindo quem está perto de mim... mudo até o meu jeito de escrever, se é que você ainda não percebeu.
Acho que preciso ficar só, preciso do meu carro na estrada e meu iPod, dirigir sem direção por horas, ouvir músicas que tragam bons momentos a minha memória e outras que me lembrem de momentos difíceis - mas superados - neles eu tenho a inspiração pra continuar. Adoro olhar para trás e ver os obstáculos que saltei, as provações que superei e até as coisas que não tiveram solução, afinal, o que não tem remédio, remediado está, não é mesmo?
Dito popular, e se tem uma coisa que eu acredito, é em dito popular. Você pode dizer que é um engano, que são apenas frases soltas sem comprovação alguma, e eu te respondo: meu amigo, você não acha que para uma pessoa que não sabe se dirige-se a norte ou sul, ditos populares soam praticamente como uma ciência exata????
Pérai!!!! Falei em ficar só? Olha aí a confusão novamente. Preciso de tempo para me entender, de espaço pra me ajeitar, mas não consigo ficar longe dos que amo. Como ficar só se não quero estar separada dos meus amores? Nessas horas eu gostaria muito de um pôr do sol na praia, eu e você, nenhuma palavra dita e a sensação da melhor conversa de todas, um abraço apertado, silêncio...
Tá, não sou sempre assim, juro! Sou até meio "famosinha" entre meus amigos como "a prática", conselheira, compreensiva... mas confesso que nos últimos dias isso está meio distante de mim e nem sei quanto tempo vou ficar assim, meio sei lá... só sei que não é a primeira e nem será a última, só preciso de paciência e correr na ventania pra não deixar nada importante escapar.
Sei que logo vai aparecer alguém dizendo: "são os hormônios" ou então "é TPM"... Olha, pode até ser, porque se existe uma coisa nessa vida que não me respeita, são os meus hormônios. Nunca foram regrados, desde a adolescencia. Aliás, já começaram a brincar comigo antes mesmo da menarca, que foi beeem tardia, e enquanto minhas amigas falavam das agruras de "ser mocinha", eu, beirando os 17 anos, ainda levava elástico na bolsa pra pular no intervalo da escola. Se esses tais hormônios não me respeitaram desde a minha puberdade, você acha que só porque virei balzaquiana eles expressariam algum amor por mim? Duvido!
Bom, hormônios ou não, cabecinha virada ou no lugar, dirigindo 200 milhas norte ou sul, o que importa é que sempre me encontro e gosto do que vejo depois dessa confusão. É como colocar a casa em ordem depois de uma festa, todos se foram, a bagunça está toda lá, cansa e dá trabalho, mas depois que terminamos a arrumação ficam as boas memórias, o cheiro de casa limpa, coisas no lugar e a sensação de dever cumprido.
Sei lá se isso é saudades de casa, sei lá se é falta de alguma coisa, sei lá se é excesso de trabalho, sei lá se é tédio, sei lá o que vou jantar hoje... sei lá... mas sei que tenho amor, sei que amanhã o sol nasce, sei que tem gente que depende de mim, sei que não posso parar, sei que pensar grande é importante e sei também que a vida está aí pra ser vivida com intensidade.
Sei lá, não sei... só sei , que sei! E terminei o post como comecei, assim meio sei lá, sabe?
Ps.: Concluí pelo menos o post.
by Dany


3 comentários:
Nossa, queria ter essa fluência para escrever de mim.
Além disso, do ponto de vista de um redator é um texto que beira a perfeição...
Bom, quanto ao conteúdo, você já sabe o que penso sobre, até escreveu no texto.
Bom, na verdade gostaria de enfatizar novamente que eu me importo, sim, com as coisas que te dizem respeito e estpu parando o meu trabalho por alguns minutos para mostrar o quanto você é um portante para mim.
Sabe, não me importa se você vai ouvir o que eu te disse ou não, se entendeu o que eu disse.
O que eu sei, é que te quero perto, presente e do jeito que você é. E só espero uma coisa de ti, meu amor: RECIPROCIDADE.
TE AMO, TE QUERO E TE VENERO, SEMPRE!
Esse texto lindo revela a pureza d'alma do escritor, que mesmo sem eu conhecer, tenho certeza que e uma pessoa doce e gentil. Enquanto lia, por alguma razao, me lembrei da sonda Voyager, que foi enviada ao espaco com sons e imagems da terra e gravacoes de todas as linguas do mundo. Um objeto solto no infinito, agora ja fora do sistema solar, mas assim como vc, buscando uma conexao que com algo ou alguem que compreenda todos os seus "idiomas". Muito lindo. Muito doce, muito tudo esse texto. Parabens e obrigado.
Fabio
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