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Tenho tanto pra escrever, tanto pra falar... uso de palavras escritas para os meus desabafos. Pode ser aqui, em outro lugar qualquer desse universo cibernético ou num simples pedaço de papel. Aliás, ainda conservo o prazer de escrever a mão... de próprio punho.
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Gosto de guardá-los, de ver como minha escrita vai mudando ao longo do tempo, de como minhas emoções são traduzidas e expressas pela tinta no papel. Traço forte e corrido: geralmente em momentos de angústia e dor. Linhas finas e leves: na maioria das vezes, traduziram momentos de alegria, sonhos floreados e paz interior.
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Essa sou eu: transparente, intensa, incontida. Tenho tantas coisas dentro de mim, tanto pra fazer, tanto pra dizer... e nem sempre tenho alguém pra me escutar, principalmente hoje, que moro em terras estrangeiras, onde me sinto peregrina e solitária.
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Escrever aqui é quase terapêutico pra mim, além do alívio de colocar para fora coisas que estão em ebulição, me sinto ouvida, compreendida e até admirada. Sem falar que praticamente não sou contrariada, nem questionada. Não por falta de opção das pessoas, afinal, disponibilizo os comentários para os que os queiram fazer, mas pelo fato de só aqui passarem, os que querem me "ouvir", os que gostam do que escrevo, ou dos que querem me conhecer mais. É como se cada um que viesse aqui, fosse um amigo que visitasse a minha casa... aquele tipo de visitinha só pra saber como você está, entende?
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Comecei o post pra falar dos meus últimos três dias e a importância de descobrir grandes pessoas ao nosso lado, e acabei me delongando sobre os meus por quês, só pra "variar" um pouquinho.
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Amigos, tão difícil de encontrá-los e muitas vezes só os percebemos em momentos de dificuldade. Os verdadeiros se mostram presentes nessas horas, no dia em que você não é a melhor companhia do mundo, nem a mais engraçada... quando você não tem nada a oferecer; tempo em que mais precisa de um sorriso, de um olhar, de um silêncio.
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O que é mais engraçado é que estou tão acostumada a ser sozinha, a não depender de ninguém, de ter que enfrentar os problemas como se não ouvesse mais ninguém no mundo, que não me sinto confortável nessa posição. Não é orgulho, é que a vida nos últimos quatro anos, tem se colocado dessa maneira a mim, foi como eu tive que aprender a viver. Me fez crescer, amadurecer e endurecer. Criei uma casca, uma armadura, mas por dentro, ainda sou a mesma: sonhadora, ansiosa, cheia de amor, explosiva, turrona, passional. Acredito em amor eterno, amor construído, amor moldado, amor transformador... amor amor amor... essência, minha essência.
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Aos meus amigos, que hoje são mais amigos do que ontem, é que dedico esse post, dedico o meu amor e o estar de pé depois da última ventania. Felicidade, gratidão e prazer são palavras que resumem o que sinto, por tê-los em minha vida.
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by Dany
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"A gente não faz amigos, reconhece-os"
(Vinícius de Moraes)
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